1. Cereja (Ana Lee e Mário Montaut)
2. Minha ciranda (O Zi)
3. Nós nos amaremos (Guarabyra)
4. Zênite (Ana Lee e Ricardo Corona)
5. Waris Dirie – Flor do deserto – Canto Somali (Ana Lee e Ricardo Corona)
6. Verão (O Zi e Etel Frota)
7. Todo (Ana Lee e Alexandre Lemos)
8. Choro para Tom (Walter Garcia)
9. Estudo sobre Caymmi (Walter Garcia)
10. Wãwã Grande (Ana Lee e Ricardo Corona)
11. Fugace (Ana Lee e Ricardo Corona)
12. Tupi tu és (Ana Lee e Ricardo Corona)
13. Cordisburgo (Sérgio Varkala e Alessandro Ayudarte)
14. TranscendenTAO (O Zi)
15. Esses tempos (Ana Lee e Alexandre Lemos)
16. Dulcinéia Amores (Brau Mendonça e Mário Montaut)
17. A estrada diz assim (Ana Lee e Floriano Martins)
18. Como se o mar se abrisse (Ana Lee – por sobre poema de Emily Dickinson)
19. O amor e a rosa (Antônio Maria e Pernambuco)
Disco Ana Lee – Minha Ciranda
Ricardo Corona
O Zi
Walter Garcia
Guarabyra
Alexandre Lemos
Mário Montaut
Floriano Martins
Sérgio Varkala
Emily Dickinson
Etel Frota
Antonio Maria e Pernambuco
Disco Ana Lee – Minha Ciranda
Ricardo Corona
O ZI
Walter Garcia
Guarabyra
Alexandre Lemos
Mário Montaut
Floriano Martins
Sérgio Varkala
Emily Dickinson
Antonio Maria e Pernambuco
Como se o mar se abrisse
(música de Ana Lee por sobre o poema de Emily Dickinson)
Como se o mar se abrisse
E nos trouxesse outro mar
E esse, e ainda outro e os três
Fossem só antecipação
De períodos de outros mares por praias não visitados
Essas também à beira de mares indevassados
A eternidade são os mares que virão
Ana Lee: voz
Brau Mendonça: Violão
O Zi: Violão
André Magalhães: bateria/ percussão
Roberto Gava: baixo
A estrada diz assim
(Ana Lee e Floriano Martins)
Andando em meio ao que se fala
Qualquer de nós caminha a esmo
O passo inventa quem distraia
Aonde vai dar seu melhor beco
Me esgueiro no perfil do aguapé
Eu quero haver engano mas não há
Nenhuma estrada diz
Vai pela ponte
Pois onde houver
Corta por dentro
Nenhuma estrada diz
Vai pela ponte
Pois onde houver
Corta por dentro
Corta por dentro de ti
Caminho inverso
Da estrada que não volta nunca mais
Quem quer andar que ande
Sonhar que sonhe
Amar que ame
Mas nunca a estrada diz vai pela ponte
Nunca a estrada diz vai pela ponte
Aonde vai dar o teu amor
Quando descobre ser comum
O amor bem sabe onde anda
Não foi quem perdeu o caminho
Corta por dentro de ti caminho inverso
Da estrada que não volta nuca mais
Quem quer andar que ande
Sonhar que sonhe
Amar que ame
Mas nunca a estrada diz: vai pela ponte
Nunca a estrada diz: vai pela ponte
Ana Lee: voz
Brau Mendonça: violão
O Zi: violão
André Magalhães: percussão
Dulcinéia Amores
(Brau Mendonça e Mário Montaut)
Canto a reza à velha maneira
Se alguém na trova esqueceu
Dulcinéia,
Eu, Dulcinéia
Cada lembrança no solo sagrado
Por mim se faz escutar
Eia, eia, quanto moinho
Sou Dulcinéia amores
Sempre à minha janela
E vou por outro caminho
Quando me ponho a cantar
Quantos amores no fim dessa querra
Hão de saber quem sou eu
Dulcinéia
Eu, Dulcinéia
Vida esquecida
No fio da meada
O tempo há de lembrar
Venha, venha
Velho menino
Sou Dulcinéia Amores
Sempre à minha janela
E enxergo mais um pouquinho
Quando me ponho a cantar
Ana Lee: voz
Brau Mendonça: violão
O ZI: violão
Roberto Gava: efeitos percussivos
Esses Tempos
(Ana Lee e Alexandre Lemos)
Pessoas virando pedra
Nas ruas por onde eu vim
Por coisas que não olham
Prantos que molham nenhum jardim
Montanhas virando areia
Dispersas no vendaval
Por praias que são desertos
Mares abertos de pedra e sal
Você vinha me avisar
…
Distância virando nuvem
Cobrindo o que não tem fim
E eu moro nessa neblina
Que só termina dentro de mim
Histórias virando lenda
A vida é só um sinal
De tudo o que é mais bonito
Se for escrito sobre o cristal
Você vinha me avisar
Na hora que eu já morri
Que os anjos não vão passar
Na estrada que eu me perdi
Depois eu fui desenhar
No chão onde é aqui
Um mapa pra se pisar
Pro mundo cair em si
Ana Lee: voz
brau Mendonça: violão
O Zi: violão
André Magalhães: bateria
TranscendenTAO
(O Zi)
Sarei do teu carinho
Predileção por mim
Me olham como loucos
Sombras falavam há pouco
Contra a submissão, festim!
Preguiça de cantar
E alegria de alcançar
O pico e olhar pro nada
Da mesma cor da estrada
Poeirenta e erma do ar
Para romper destinos um sinal
O não pensar, silêncio, o vazio do que se é
E toda paranóia sobre o mal
Verás que é perseguir os próprios pés
Sarei do teu carinho
Predileção por mim
Me olham como loucos
Sombras falavam há pouco
Contra a submissão, festim!
Preguiça de cantar
E alegria de alcançar
O pico e não ver nada
A mesma cor da estrada
Poeirenta e infinita
Para romper destinos, um sinal
Silêncio, vazio do que se é
E toda paranóia sobre o mal
Verás que é perseguir os próprios pés
Sarei do teu carinho
Resolvi cuidar de mim
Ana Lee: voz
Brau Mendonça: violão
O Zi: violão
Itamar Vidal: clarone e clarinetes
André Magalhães: bateria
Cordisburgo
(Sérgio Varkala e Ayudarte)
Há tempos passados na velha rua
Viviam seus antepassados
A poeira do chão batido
Com seus bares apinhados
Refrescavam as quentes goelas
De um povo que transportava gado
Pela estação do coração
Velha estação
Eram bois e vacas e corajosos homens
Que corriam sertão
Vai boi, vai boiada
Que eu não me canso de guiar
Vai boi, vai boiada
Que eu não vejo a hora de chegar
E descansar
E rever amigos
A cidade do coração
Cordisburgo, velha estação
Os caminhos são diferentes
Mas vão dar sempre no sertão
O sertão será sempre sertão
Cordisburgo, velha estação
Ana Lee: voz
Brau Mendonça: violão
O Zi: violão
André Magalhães: bateria e percussão
Sérgio Varkala: baixo elétrico
Tupi tu és
(Ana Lee e Ricardo Corona)
Todatribotavaqui
Ondéquetão
Atribotodatavaqui
Ondéquetão
Cadê o fogo ondéquetá
Cadê o fogo ondéquetá
Tupi tu és tupi nambá
Todatribotavaqui
Ondéquetão
Atribotodatavaqui
Ondéquetão
Ondéquetá o meu tambor
Ondéquetá
Ondéquetá o meu tambor
Ondéquetá
Tupã tu és tupi nambá
Ondéquetão ondéquetá
Ondéquetão ondéquetá
Ana Lee: voz
Brau Mendonça: violão
O Zi: Violão
André Magalhães: percussão
Fugace
(Ana Lee e Ricardo Corona)
Ninfa d’água, bailarina
Fugaz, ondina
De chifres de espuma
- rapidamente se dissimula -
Menino-peixe, meio fauno
Meio deus marinho
Que Iemanjá devolve ao mar
Ana Lee: voz
Brau Mendonça: violão
O Zi: violão
André Magalhães: percussão
Wãwã Grande
Canto das três águas
(Ana Lee e Ricardo Corona)
Água se moveu
Foi parar no mar
Há Wãwã, ah, Wãwã!
No fundo do rio
Água se avolumou
Criou as ondas pra dançar
Há Wãwã, ah, Wãwã!
No fundo do mar
Água se acalmou
Das ondas pariu os Goanei
Há Wãwã, no fundo da lagoa
Ana Lee: voz
Brau Mendonça: violão
O Zi: violão
André Magalhães: percussão
Wãwã (canto das três águas) incorpora mitos dos índios Suruís de Rondônia.
Wãwã é pajé, entidade que pode estar em todos os lugares, e Goanei é o nome dos espíritos das águas.
(Nota extraída do livro Corpo Sutil, de Ricardo Corona, pág. 89. Ed. Iluminuras)
Estudo sobre Caymmi
(Walter Garcia)
Deixa deixar de gostar de te ver
Deixa de olhar
De um jeito tal como se fôra
Teu gosto eu gostar de te ver
Deixa de querer
Meu olhar tonto de querer
Só olhar
Tudo no mundo e te ver
Teus passos a marcar
As vias em que pouso
O meu olhar
Luzes frias de um colar
Deixa eu deixar de gostar de querer
Ver o mundo e só te ver
Ana Lee: voz
Lincoln Antonio: piano
Walter Garcia: violão
Essa faixa teve a co-produção de: Walter Garcia
Choro para Tom
(Walter Garcia)
Restos de mar azul
Sombra de céu azul
Boca a espuma limo e areia
Guimbas de mar azul
Laje de céu ruindo azul
Nuvens de pó no mar
Ossos de pó e sal
Ossos de sal
Mãos de papel
Mãos de metal em pó
Corpos de areia
Olham uma menina que não passa mais
Restos de mar azul
Sombra de céu e o chão
É cascalho, é só
Cerro de cinzas que não trazem brasa mais
Guimbas, laje, cinza, areia e pó
Vidas que não trazem vida mais
Vidas que não trazem vida mais
Ana Lee: voz
Lincoln Antonio: piano e flauta transversal
Walter Garcia: violão
Essa faixa teve a co-produção de: Walter Garcia
Todo
(Ana Lee e Alexandre Lemos)
Que me pegasse pela mão
E me levasse por aí
Mas me pedisse por favor
E num tapete voador
Fizesse o céu cair em si
E me azulasse o coração
Que eternamente não ficasse
Mas me mostrasse o mundo todo
Que me acordasse de manhã
E me tirasse pra dançar
E me sorrisse tão feliz
E fosse outono em Paris
E ele gostasse de cantar
E nunca mais fosse amanhã
Que não durasse o que me desse
Mas me quisesse o tempo todo
Que me tratasse muito bem
E que me desse seu prazer
E me fizesse mais mulher
E me chamasse de mon coeur
E não pudesse me esquecer
E não tivesse mais ninguém
Que cedo ou tarde me perdesse
Mas me acendesse o corpo todo
Que me exibisse por aí
E não pedisse a minha mão
Mas me fizesse tão feliz
Que não soubesse onde é Paris
E me chamasse de ilusão
E me beijasse bem aqui
Que fosse um sonho e que passasse
E que eu sonahsse o tempo todo
Ana Lee: voz
Brau Mendonça: violão
O Zi: violão
André Magalhães: bateria, percussão
Roberto Gava: baixo
Verão
(O Zi e Etel Frota)
Este sol
Mil e quinhentas cigarras cantando
Explosão
De flores, cheiros e borboletas
Manhã escandalosa
Tanta beleza
É violência
Denúncia da minha solidão
Ana Lee: voz
Brau Mendonça: violão
O Zi: violão
Ricardo Stuani: percussão
Betinho Sodré: percussão
Itamar Vidal: clarone e clarone contra-alto
Arranjo: Itamar Vidal e Betinho Sodré
Waris Dirie – Flor do Deserto
Canto somali
(Ana Lee e Ricardo Corona)
Waris, Waris
Flor do deserto
Nômade somali
Entre os bichos
Waris, Waris
Flor do deserto
Nômade somali
Entre os bichos
E fugiu dos homens
Waris, Waris
Atrás de nuvens
Atrás de chuva
À pé até Mogadíscio
E abriu alas em Londres
Waris, Waris
Deusa da África
Flor de clitóris
Teus lábios, Waris,
Estão nas meninas somalis
Ana Lee: vozes
Brau Mendonça: violão
O Zi: violão
Itamar Vidal: clarone e clarinete
Ramiro Marques: sax soprano
Cássia Carrascosa: flauta transversal e flauta em sol
Betinho Sodré: percussão
André Magalhães: percussão
Arranjo de base: Brau e o Zi
Arranjo de sopros: Itamar Vida e Ramiro Marques
Waris Dirie(Flor do deserto) é o nome da modelo somali e embaixadora especial da ONU na luta pela erradicação da mutilação genital feminina (nota extraída do livro Corpo Sutil, de Ricardo Corona, ed. Iluminuras, pág. 89).
Zênite
(Ana Lee e Ricardo Corona)
A lua, disco da noite
Nada tem a dizer
A cidade não pára
A cidade
Dispara luzes díspares
A lua
Olho da noite zen
Armazena zênites
& prazeres
Na libido de Zeus
Nos uivos teus e meus
Ana Lee: voz
Brau Mendonça: violão
O Zi: violão
André Magalhães: bateria, percussão
Itamar Vidal: clarone e clarinetes
Nós nos amaremos
(Guarabyra)
Esse medo que existe em frente
Tem a ver com aquilo que não se entende
Ainda bem que em breve virá setembro
Quando o sol chega muito mais quente
E a luz invade nossa mente
A paisagem vai ficando tão clara
Logo o coração diz que entende
Que o amor tá perto novamente
Nós enxergaremos tão claro
À luz do momento raro
Que nos amaremos
Nós nos amaremos, nós nos amaremos
Nós nos amaremos, nós nos amaremos
Há de ser
Você não fique descrente
Que o meu coração pra mim nunca mente
E ele já me disse o que pressente
Quando o sol caminhar mais crescente
Quando as sombras no chão de setembro
Na primeira manhã quente e clara
Se alongarem brincando com o vento
De mãos dadas com sentimento
Nós enxergaremos tão claro
À luz do momento raro
Que nos amaremos
Nós nos amaremos…
Ana Lee: voz
Brau Mendonça: violão
O Zi: violão
André Magalhães: bateria e percussão
Itamar Vidal: clarinete
Minha Ciranda
(O ZI)
Minha ciranda eu canto
Pra quem tem saudade
Do amor que não vai se acabar
Não sei se a onda levou
Ou se virou um tesouro
Escondido no fundo do mar
Minha ciranda eu canto
Pra quem tem saudade
Do amor que não vai se acabar
Não sei se a onda levou
Ou se partiu nas águas verdes
Com a Rainha do Mar
Ana Lee: voz
Brau Mendonça: violão
O Zi: violão
André Magalhães: percussão
Ricardo Stuani: percussão
Cereja
(Ana Lee e Mário Montaut)
Tempo real… sol
Cereja e mel… eu
De vez em quando uma fantasia
Rolando solta nesta melodia
O dia o mal… sal
Noite abissal… som
De mil estrelas … da China
Céu de Espanha, Portugal
Tempo real… já
Original… vem
O vinho, o mar, a rosa, o açaí
E na canção estou inteira
A voz que se espraia e cheira
Ahahahahahahahahaha
Tão bem
Ana Lee: voz