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Ana Lee é pura Primavera, cheirando a Botticelli. Em parcerias com
as Deusas manifestas nas ilustrações do encarte do
disco e outras ainda em estados latentes, mas que não deixam
de nos brindar com sutis eflúvios, Ana vai domando, com seu
magnetismo personalíssimo, um repertório poderoso.
Subjugando-o docemente com toda aquela classe que parece ter assimilado
do João Gilberto e do Caetano no que eles têm de melhor,
a verve interpretativa e a agudainteligência analítico-musical.
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